Assim como no feriadão de
Outubro o feriadão de Novembro foi em casa vendo filmes. Em ordem de preferência:

Meu Amor de Verão (Pawel Pawlikowski, 2004) - Meu deus, Emily Blunt rocks. Nathalie Press também, mas Emily Blunt é uma coisa de outro mundo. Linda, boa atriz e britânica. Nessas horas a gente vê que o mundo é mesmo injusto. Duas atrizes não fazem um filme, ou seja, ele não está aqui em cima só por causa delas. O roteiro, a direção, a fotografia, a trilha. Tudo muito bom. E que pena que a história da Edith Piaf não é verdadeira. Matar o marido com o garfo é muito mais interessante que o amanate morrer num acidente de avião. Mesmo assim, great movie.
Ritmo de um Sonho (Craig Brewer, 2005) - A melhor coisa do filme é o elenco. Terence Howard indicado ao Oscar coisa e tal, mas quem sustenta mesmo são os coadjuvante. Anthony Anderson, Taryn Manning, Taraji P. Henson, Elise Neal e até o amigo do Hurley. Dois momentos marcantes: quando Shug se ouve cantando e quando Nola acha ruim ter sido usada em troca do microfone. Show das duas atrizes. E por um momento, quase no final, na cena do banheiro, eu achei que o filme tinha se perdido. Não tinha, mas foi por pouco.
Caminho para Guantanamo (Mat Whitecross e Michael Winterbottom, 2006) - Wow. Vou até falar sério agora: o filme conta a história de um grupo de amigos britânicos de descendência paquistanesa que voltam ao país de origem para o casamento de um deles. Lá, decidem dar um pulo no Afeganistão. Isso em 2001. Bad idea. Quando decidem voltar para o Paquistão, são capturados por militares americanos, confundidos com terroristas e levados até a Baía de Guantanamo onde ficam presos durante 3 anos. O melhor de tudo são as aparições do Bush durante o filme falando que os prisioneiros são tratados seguindo as leis da Convenção de Genebra e que todos mantidos lá são assassinos extremamente perigosos. Recomendo muito. Até porque nunca vi ninguém recomendar pouco alguma coisa.
Obrigado por Fumar (Jason Reitman, 2005) - Ótimo filme, ótima atuação do Eckhart. Mas uma coisa ficou martelando após o filme: quem nesse mundo seria seduzido pela Katie Holmes? Tom Cruise e o Dawson? Mesmo assim ainda quero ser o Nick Naylor quando eu crescer.
O Virgem de 40 Anos (Judd Apatow, 2005) - Espereva mais, é verdade. Mas tem seus momentos. E tem o Steve Carell, que nunca decepciona. No final fica meio chatinho, mas well, é a vida. O que importa é que procurando Judd Apatow no imdb eu achei
esse filme. Kristen Bell, Mila Kunis, Paul Rudd e Jason Segel no mesmo filme? Count me in.
Terapia do Amor (Ben Younger, 2005) - Pra uma tarde de quinta-feira de feriado, é o filme perfeito. Historinha de amor que não dá certo, trilha sonora pop/jazz, Uma Thurman mais bonita do que nunca, Meryl Streep irritante como quase sempre e sem happy ending. Foi uma boa uma hora e meia.
Velozes e Furiosos 3: Desafio em Tokio (Justin Lin, 2006) - Uma coisa que eu não entendi é porque ainda chama Velozes e Furiosos. Não tem nenhum resquício do primeiro filme. É tipo Homem-Aranha 3 sem o homem-aranha. E sem a Mary Jane. Ah tá, ainda tem carros. E *SPOILER ALERT* tem o Vin Diesel no finalzinho. Olha, analisar a qualidade cinematográfica de um filme desses é difícil, então eu vou analisar a qualidade de divertimento e nada mais: o filme é ruim.