11.29.2007

Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação...

Katee Sackhoff diz que não sai de Bionic Woman. "Estou adorando. É divertido e deus sabe que eu adoro a série", disse a atriz à Caras TV Guide. Ela ainda disse que a Michelle Ryan está fazendo um ótimo trabalho como a personagem título (não força Katee) e que não existe nenhum problema entre elas.

Duas conclusões não muito felizes tiradas dessa notícia:

01. Até agora nem sinal da NBC encomendar a temporada inteira da série. Ou seja, era melhor ter ficado quieta e deixar todo mundo pensando que ela pediu demissão do que falar e deixar todo mundo sabendo que ela foi demitida porque a série era um fracasso;

02. Bionic Woman não fez nenhuma falta na minha programação em duas semanas.

Sifu

Só o Corinthians ameaçado de rebaixamento pra me fazer torcer pelo Vasco. Mas valeu a pena, não tem nada melhor do que ver um bando de corinthiano chorando na televisão (sério, quando uma segunda bola entrou misteriosamente em campo quando o Vasco estava prestes a fazer o segundo gol eu deixei de ter dó da torcida). E nem pra perder do Goiás o Atlético serve...

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Dois anos atrás foi o Atlético perigando cair. E caiu. Agora é o Corinthians perigando cair. E vai. Será que em 2009 eu vejo o Vasco indo pra segundona?

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Voltando com a programação normal: quem achou Pushing Daisies e Dirty Sexy Money foda semana passada levanta a mão.

11.25.2007

The cable queens


As rainhas da tv a cabo são algumas das entertainers of the year da EW. Glenn Close (Damages), Mary-Louise Parker (Weeds), Kyra Sedgwick (The Closer) e Holly Hunter (Saving Grace) formam a monarquia da televisão americana atual. Enquando a tv aberta insiste nos protagonistas masculinos chamados Jack, a tv paga prefere protagonistas mulheres muito mais interessantes como traficantes de subúrbio e policias viciadas em açúcar.

Mas Mary-Louise, por que uma atriz bem-sucedida no cinema resolve fazer uma série em um canal fechado?

''I probably wouldn't be able to take off my panties and put my stuff in Matthew Modine's face on any other channel, y'know?''

Ah tá. Explicado.

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Mais entertainers of the year aqui.

Katee is gone

Dizem por aí que Katee Sackhoff aproveitou a greve dos roteiristas e pediu demissão de Bionic Woman. Se alguém me der um outro motivo pra continuar assistindo, eu até tento.

11.22.2007

Gotta go


Third time is the charm, já disse o poeta. Depois de uma primeira temporada fraquinha e uma segunda boazinha, Weeds finalmente fez uma temporada boa, sem diminutivo. Com altos e baixos, é verdade.

A prolongação da temporada foi um dos erros. A primeira teve 10, a segunda 12 e essa terceira 15 episódios. O que poderia muito bem ter sido diminuído, ou seja, não teríamos episódios como "Release the Hounds" e "The Dark Time" onde nada acontece.

As participações também deixaram a desejar. Deu pra entender porque Mary-Kate Olsen ficou fora da tv tanto tempo. Tudo bem que a personagem não era lá grandes coisas, mas a menina também não ajuda muito. Carrie Fischer também, porém com uma participação bem menor. Matthew Modine ficou no meio do caminho.

O que fez a temporada ser boa então? Mary-Louise Parker, linda como nunca, dando show em todo episódio. Elizabeth Pekins, quando não erra a mão, dando show em quase todo episódio. Justin Kirk, quando sobra espaço, dando show em alguns episódios. O arco inicial, retomando o cliffhanger da segunda temporada. A adição de U-Turn e Marvin. As duas sra. Scottsons. E um final de temporada corretinho, sem muita invenção, sem cliffhanger fantástico e com Nancy andando no patinete do Gob.

Agora é esperar quase um ano pela próxima (e última, talvez?) temporada. Segundo semestre de 2008 ta aí.

11.18.2007

Filmes do feriado - o retorno

Assim como no feriadão de Outubro o feriadão de Novembro foi em casa vendo filmes. Em ordem de preferência:


Meu Amor de Verão
(Pawel Pawlikowski, 2004) - Meu deus, Emily Blunt rocks. Nathalie Press também, mas Emily Blunt é uma coisa de outro mundo. Linda, boa atriz e britânica. Nessas horas a gente vê que o mundo é mesmo injusto. Duas atrizes não fazem um filme, ou seja, ele não está aqui em cima só por causa delas. O roteiro, a direção, a fotografia, a trilha. Tudo muito bom. E que pena que a história da Edith Piaf não é verdadeira. Matar o marido com o garfo é muito mais interessante que o amanate morrer num acidente de avião. Mesmo assim, great movie.

Ritmo de um Sonho (Craig Brewer, 2005) - A melhor coisa do filme é o elenco. Terence Howard indicado ao Oscar coisa e tal, mas quem sustenta mesmo são os coadjuvante. Anthony Anderson, Taryn Manning, Taraji P. Henson, Elise Neal e até o amigo do Hurley. Dois momentos marcantes: quando Shug se ouve cantando e quando Nola acha ruim ter sido usada em troca do microfone. Show das duas atrizes. E por um momento, quase no final, na cena do banheiro, eu achei que o filme tinha se perdido. Não tinha, mas foi por pouco.

Caminho para Guantanamo (Mat Whitecross e Michael Winterbottom, 2006) - Wow. Vou até falar sério agora: o filme conta a história de um grupo de amigos britânicos de descendência paquistanesa que voltam ao país de origem para o casamento de um deles. Lá, decidem dar um pulo no Afeganistão. Isso em 2001. Bad idea. Quando decidem voltar para o Paquistão, são capturados por militares americanos, confundidos com terroristas e levados até a Baía de Guantanamo onde ficam presos durante 3 anos. O melhor de tudo são as aparições do Bush durante o filme falando que os prisioneiros são tratados seguindo as leis da Convenção de Genebra e que todos mantidos lá são assassinos extremamente perigosos. Recomendo muito. Até porque nunca vi ninguém recomendar pouco alguma coisa.


Obrigado por Fumar (Jason Reitman, 2005) - Ótimo filme, ótima atuação do Eckhart. Mas uma coisa ficou martelando após o filme: quem nesse mundo seria seduzido pela Katie Holmes? Tom Cruise e o Dawson? Mesmo assim ainda quero ser o Nick Naylor quando eu crescer.

O Virgem de 40 Anos (Judd Apatow, 2005) - Espereva mais, é verdade. Mas tem seus momentos. E tem o Steve Carell, que nunca decepciona. No final fica meio chatinho, mas well, é a vida. O que importa é que procurando Judd Apatow no imdb eu achei esse filme. Kristen Bell, Mila Kunis, Paul Rudd e Jason Segel no mesmo filme? Count me in.

Terapia do Amor (Ben Younger, 2005) - Pra uma tarde de quinta-feira de feriado, é o filme perfeito. Historinha de amor que não dá certo, trilha sonora pop/jazz, Uma Thurman mais bonita do que nunca, Meryl Streep irritante como quase sempre e sem happy ending. Foi uma boa uma hora e meia.

Velozes e Furiosos 3: Desafio em Tokio (Justin Lin, 2006) - Uma coisa que eu não entendi é porque ainda chama Velozes e Furiosos. Não tem nenhum resquício do primeiro filme. É tipo Homem-Aranha 3 sem o homem-aranha. E sem a Mary Jane. Ah tá, ainda tem carros. E *SPOILER ALERT* tem o Vin Diesel no finalzinho. Olha, analisar a qualidade cinematográfica de um filme desses é difícil, então eu vou analisar a qualidade de divertimento e nada mais: o filme é ruim.

11.06.2007

Downwind of the sewage treatment plant


Não sei se é porque eu terminei o trabalho mais chato do ano, porque quinta e sexta eu não tenho aula, porque semana que vem tem feriado, todas as anteriores ou porque How I Met Your Mother estava realmente muito engraçado essa semana. Eu sei que eu ri muito no melhor episódio da série, nessa temporada, até agora.

Mais uma vez Lily e Marshall têm a melhor story line do episódio. Marshall está cansado de viver com Ted e começa a procurar um apartamento pro casal do século. Eles acabam encontrando um ótimo lugar em Dowisetrepla, um bairro upcoming em NY. Problema 1: o apartamento é muito caro. Problema 2: Lily deve milhões de dólares por causa do seu vício em compras.

Nesse meio tempo a gente têm um acidente envolvendo uma garrafa de champagne gigante e a waitress Wendy, Ted brincando de CSI e fazendo o Caruso, Barney fingindo estar interessado no apartamento só pra faturar mais uma, Barney chorando like a little girl e o melhor uso de "That's what he should've said" evah.

Então, foi foda mesmo ou que estava riso fácil mode on?

11.03.2007

A fancha e o fono

O fono, a fancha, a menina que fala igual ao frajola e a bandeira americana achada em Cabo Frio

Um fonoaudiólogo, uma atendente de call center, um grupo de vítimas do sistema e muita bizarrice num universo quase paralelo. É isso, em um resumo de 20 palavras ou menos, a nova série do Alexandre Machado e da Fernanda Young.

"O Sistema" é sobre, duh, o sistema. Do eletrônico, que sai do ar quando você liga para o serviço de atendimento de alguma empresa (na verdade uma desculpa para as atendentes baterem papo) ao capitalista, que a gente vive e tanto aprecia.

A série, que vai ter 6 episódios de duração, é a terceira colaboração entre a dupla de roteiristas e o protagonista, Selton Mello. Além do queridinho dos dois, também tem a minha queridinha, Graziella Moretto; os figurões da Globo Ney Latorraca, Zezé Polessa e Betty Goffman e uma porrada de gente nova, que foi um pedido especial do Selton Mello. Ah, tem também a tia do Tapa na Pantera, Maria Alice Vergueiro.

Muita gente não gosta do estilo de comédia que Machado/Young fazem. Eu sou fã. Órfão de Os Normais, apreciador de Os Aspones e espectador esporádico de Minha Nada Mole Vida. Baseado apenas no primeiro episódio, O Sistema tem potencial pra chegar ao nível de Os Normais. É aquele humor inteligente, sem piadas escancaradas. Tem que ir pegando no ar.

Um dos defeitos das séries Machadistas/Youngistas é a mania que os dois têm de forçar a barra e querer fazer humor muito inteligente. A interrupção do episódio de ontem e a mensagem de "ocorreu um erro no sistema. voltamos logo, não mude de canal" foi totalmente desnecessária. E por mais que a história do homem não ter pisado na lua e que foi tudo gravado em Cabo Frio tenha sido divertida, a cena do grupo chegando na praia e vendo o "ônibus espacial" também foi forçada.

Mesmo assim, as qualidades são muito maiores que os defeitos (a cena chave da conversa entre Matias e Regina ao telefone foi espetacular) e a Globo merece um tapinha nas costas por investir em um projeto como esse.