
Pelo andar da carruagem, eu estava pronto para desistir de Weeds após o final dessa temporada. Mas a série é um dos meus xodós e Jenji Kohan e a Mary-Louise Parker exercem um poder impressionante sobre mim.
Apesar de alguns episódios excelentes, sem dúvida esse foi o pior dos quatro anos da série até aqui. A mudança do subúrbio para o litoral não funcionou, as tramas foram chatas e o elenco, sem ter com o que trabalhar, deixou a desejar.
Mas jogo é jogo, treino é treino, jogo-treino é jogo-treino e season finale é season finale. Algumas peças se encaixaram e fizeram com que os plots que pareciam sem sentido servir para alguma coisa (os policias homossexuais, Doug e a mexicana, etc); Mary-Louise Parker conseguiu entregar mais uma atuação de cair o queixo e Justin Kirk fazendo o estilo sério/apaixonado foi um pouco assustador, mas não menos impressionante; Craig Zisk deu mais uma aula de direção, dessa vez adotando um estilo ainda não visto no seu longo histórico junto a série - gostei bastante dos closes e de toda a cena na banheira -, não é à toa que ele é o responsável pela direção tanto da premiere quanto do finale nas últimas três temporadas do programa.
E Jenji Kohan, a mente por trás de tudo isso, mostrou que ainda tem neurônios para queimar. Fazer com que a família Botwin fugisse novamente seria dar um tiro no pé. Se não funcionou uma vez, não iria funcionar de novo. Então, a mulher por trás da cortina tira da cartola o truque mais antigo dos folhetins: a revelação de uma gravidez nos segundos finais do episódio, que aqui funciona como garantia de vida para Nancy Botwin e seus agregados.
Não foi um episódio perfeito e eu entendo que depois de 13 episódios de muita irregularidade a paciência e a vontade de acompanhar mais 2 anos de série tenham se esgotado. Mas eu continuo, firme e forte. Sem grandes expectativas, mas continuo.
4 comments:
Concordo com tudo do texto. O episódio nem foi grande coisa, mas Mary Louise Parker e Craig Zisk são suficientes para me fazer continuar.
(Fabio Nascimento)
Já eu gostei mais desse episódio, acho que foi um dos melhores da temporada. O grande defeito desse quarto ano foi o excesso de tramas desnecessárias, mas na média foi a melhor na minha opinião (simplesmente pela existência de uns quatro ou cinco episódios excelentes).
Acho que tirar a série do subúrbio foi um grande desafio. A quarta temporada começou super bem, mas começou a deslizar pelos cantos lá pela metade para tentar dar um grande respiro na season finale - que é quando eles conseguem fazer os "ganchos" perfeitos e deixar todo mundo ansioso para a próxima fase. Não foi a melhor temporada, mas "Weeds" continua sendo o meu xodó também;
Não acho essa a pior temporada, ainda acho a terceira pior, mas concordo quando você diz da irregularidade e da paciência, também sou assim, vou assistir quantas temporadas tiver.
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