O NaTV tá com uma promoção muito bacana. Eles estão sorteando três exemplares do livro Os 10 Mais, da Ediouro. Para concorrer, quem é blogueiro tem que fazer um post com um top 10 e quem é leitor tem que ir lá no post e dizer qual a série mais marcante da sua vida e por que. Bem fácil.
Eu ia fazer um top de melhores séries ou melhores filmes, mas eles vão ficar pra mais tarde (aguardem). Então resolvi homenagear um dos melhores sites da internet com um top 10 dos melhores posts da história, na minha humilde opinião. E também to puxando o saco pra ver se ganho o livro, é verdade.
#. Top 10 - piores músicas de seriados: os tops musicais do NaTV já são clássicos e o meu preferido é o que fala mal das músicas. E também porque eu odeio Love and Marriage. Ô musiquinha chata.
#. Para os coraçãos solitários: o cúmulo da cara-de-pau. Me divirto com a internet.
#. Perfume: a pergunta que não quer calar: ok, aqui a Gisele (eu acho) leu a minha mente. Sempre me perguntei por que tanta propaganda de perfume em canal de série e só em canal de série. A dúvida continua no ar, junto com as milhares de campanhas da Kenzo, Carolina Herrera, Hugo Boss, etc.
#. Top 10 - melhores músicas de abertura: falei que os tops eram clássicos, então merece mais que uma menção. Música de abertura, pra mim, é tão importante como qualquer outro elemento. Uma pena que cada vez mais as emissoras eliminam essa parte da série.
#. Quatro vezes Jack: a inexplicável obsessão (e a falta de criatividade também, vamos combinar) pelo nome. Sabia que Jack é a tradução para Jacob? Nem eu.
#. Fui plagiada! Que honra!: o primeiro plágio a gente nunca esquece, certo? Não sei, nunca fui plagiado, mas deve ser inesquecível (e revoltante) sim. Na verdade o melhor desse post é o quebra pau nos comentários. Recomendo.
#. Reviews de Lost: leitura obrigatória na sexta-feira pós-episódio.
#. Top 20 - melhores músicas de Skins: talvez a série com a melhor trilha não-original da atualidade. Faço idéia do quanto deve ter sido difícil fazer esses tops.
#. Cobertura ao vivo do Emmy 2007 (partes 1, 2, 3 e 4): porque assistir o Emmy, raciocinar, fazer comentários pertinentes e postá-los é um feito e tanto.
#. Reviews de Brazil's Next Top: nunca vi um mísero episódio, mas mesmo assim me divertia com os comentários da Gisele.
6.26.2008
6.25.2008
Little boxes

Where the hell is the opening credits? É a única coisa que me vem à cabeça depois de assistir o segundo episódio de Weeds. Ok, a série mudou, não se passa mais em Agrestic, Majestic ou qualquer outro bairro do subúrbio americano, mas a abertura e principalmente a música da abertura eram partes tão fundamentais do programa quanto a Mary-Louise Parker ou a maconha. Uma pena. Ficam meus lamentos.
Bom, nesse segundo episódio ficou claro uma desconfiança prévia: Guillermo é o U-Turn 2.0. Nancy, mais uma vez, vai ser treinada por um gângster. Apesar de repetitivo (a princípio, pelo menos) não acho que isso é um ponto negativo. A trama U-Turn/Nancy não foi tão explorada quanto poderia ter sido na temporada passada, e como o Guillermo não deve ter o fim precoce do seu equivalente americano (a princípio, mais uma vez), vai ser interessante ver a prática levando a perfeição, semana a semana.
Ainda na fronteira, o passado da família Botwin vai sendo desvendado e fica cada vez mais claro porque Andy é do jeito que é. Some serious daddy issues. Para completar, Bubbie falou e quer partir. Million Dollar Baby style.
Em Majestic, Celia continua presa e sendo feita de "special girl" pela companheira de cela. Não por muito tempo, indica Roy Till.
Next week--The Botwins tackle the serious issue of euthanasia. Good times. You said it, Erin Martell.
***
Episódio 4x02 "Lady's a Charm"
Escrito por Victoria Morrow; dirigido por Craig Zisk
No "Little Boxes" for you.
6.19.2008
I want to believe

Eu quero. De verdade. Eu quero acreditar que o J.J. Abrams pode fazer de novo. Depois de Felicity, Alias, Lost e as séries que ele coloca no final do curriculum, What About Brian e Six Degrees, o produtor mais hypado do showbizz aparece com Fringe.
Erroneamente comparada com Arquivo X e inevitavelmente comparada com Lost, a série cercada de conspirações e mistérios podia começar dando duas explicações: como ainda deixam vazar episódios meses antes da estréia (resposta relativamente fácil. E não estou reclamando, apenas questionando) e aonde foram gastos os 10 milhões de dólares que esse piloto supostamente custou (cpi já!).
Enfim, sobre o episódio: começa muito bem com uma sequência bizarra e medonha, não aconselhada para o horário do almoço. A ação a seguir é bem desenvolvida, bem dirigida e muito bem fotografada. Tudo muito bom, tudo muito bem mas alguém me explica o que foi aquela cena do casalzinho se comunicando via sonho, lsd, transmissão de pensamento ou sei lá o quê? Foi de uma breguice tão grande que parecia uma série completamente diferente do que tinha sido visto até ali. Mesmo assim eu gostei do que vi. Por ser um pre-air estavam faltando algumas cenas, o que vai ser corrigido na versão final, óbvio. A trilha, reciclada, também deve ganhar cara nova. O que mais me preocupa é justamente o que não tem concerto: o elenco insosso. De quem foi a brilhante idéia de usar o Joshua Jackson como alívio cômico? Sinceramente...
6.18.2008
Gone

Majestic (ou o que sobrou dela) ficou pra trás e Nancy e sua trupe partiram para a fronteira Estados Unidos/México em busca de uma nova vida. Aquela Weeds que a gente conhecia também ficou pra trás e Jenji Kohan e sua trupe começaram a quarta temporada de praticamente uma nova série.
Muita gente criticou a terceira temporada, que para mim foi a melhor da série, mas eu tenho que concordar que as situações envolvendo Nancy e a sua classe média suburbana já estavam esgotadas. Então, Kohan resolveu jogar tudo pro alto e recomeçar do zero. E isso me preocupa, principalmente depois de ver o primeiro episódio dessa retomada.
Enquando Nancy e as crianças (que, btw, nem são crianças mais) foram em direção à família de Judah e Andy e ao mesmo tempo à proposta de Guillermo, o resto do elenco continua na Majestic em chamas, com Celia respondendo pelos atos criminosos de todo mundo. E esse foi o grande momento do episódio, o depoimento armado de Doug, Dean e Benj. "Nancy who?".
Agora o grande problema é: como fazer dois núcleos completamente diferentes e independentes funcionarem? A solução Jenji Kohan deve ter. Esperamos.
***
Episódio 4x01 "Mother Thinks the Birds Are After Her"
Escrito por Jenji Kohan; dirigido por Craig Zisk.
"Little Boxes" por: Malvina Reynolds, a versão original.
PS: a idéia é fazer uma cobertura da temporada toda, num projeto "seja um blogueiro responsável você também". Vou tentar.
6.14.2008
The one with the movie
Eu ia deixar passar em branco, mas depois de ver no Série Maníacos e no Na TV, não vai ter jeito. Mais uma vez o assunto filme de Friends está em pauta. A Courtney Cox parece estar querendo forte (é esse um dos grandes projetos dela com o marido? original e surpreendente hein?), mas a Jennifer Aniston está se fazendo de difícil. Ela não quer ficar marcada pra sempre como Rachel. De novo, pausadamente: Jennifer Aniston. Não quer ficar marcada. Como Rachel.
Alguém avisa que ela já está e sempre será marcada como a Rachel de Friends? Ou alguém se refere a ela como a Polly de Quero Ficar com Polly? Ou Brooke de The Break-Up? O máximo que ela consegue é ser lembrada como a mulher que foi trocada pela Angeline Jolie. E olhe lá.
Alguém avisa que ela já está e sempre será marcada como a Rachel de Friends? Ou alguém se refere a ela como a Polly de Quero Ficar com Polly? Ou Brooke de The Break-Up? O máximo que ela consegue é ser lembrada como a mulher que foi trocada pela Angeline Jolie. E olhe lá.
Earth
Três linhas sobre o último episódio de Battlestar Galactica. Com spoilers (eu ia fazer um "clique aqui para continuar lendo" pra não ficar tudo escancarado, mas é muito html pro meu cérebro. E nem tem tanto spoiler assim. Mas se você não viu, não aconselho que leia).

Bom, eu acho que pode-se dizer que um (mid)season finale é extremamente satisfatório quando o principal mistério da temporada não é revelado e você continua achando tudo muito bom e sente vontade de emoldurar o episódio inteiro (os minutos finais, principalmente) e colocar na parede do seu quarto.
Eu até falei que por mim, podia acabar aqui. Mas aí eu lembrei que falta saber quem é o último cylon. Tudo bem, sem pressa. A gente espera até 2009.
***
Micro-promo do que vem por aí. É o Tigh falando "You're the fifth"?
***
Análise bonita e profunda aqui.
***
Foto.

Bom, eu acho que pode-se dizer que um (mid)season finale é extremamente satisfatório quando o principal mistério da temporada não é revelado e você continua achando tudo muito bom e sente vontade de emoldurar o episódio inteiro (os minutos finais, principalmente) e colocar na parede do seu quarto.
Eu até falei que por mim, podia acabar aqui. Mas aí eu lembrei que falta saber quem é o último cylon. Tudo bem, sem pressa. A gente espera até 2009.
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Micro-promo do que vem por aí. É o Tigh falando "You're the fifth"?
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Análise bonita e profunda aqui.
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Foto.
6.06.2008
I'll have what she's having
E o primeiro programa do verão é, acredite, mais uma série policial. Porém, no estilo USA (ou tv a cabo em geral) de ser: sem flashbacks ou fotografia caprichada, um tom mais pro bobinho que pro sério e um protagonista com personalidade forte. No caso, uma protagonista.
Mary Shannon é uma agente federal que trabalha no programa de proteção a testemunhas em Albuquerque, New Mexico. Mary (vivida pela xará, Mary McCormack) faz o tipo hottie badass. Não encontra problemas ao interrogar suspeitos nem ao entrar em um banheiro masculino num bar de motoqueiros. Também não é difícil para ela dar uma rapidinha com o latino bonitão com quem vive um relacionamento baseado apenas em sexo. Nesse meio tempo Mary tem que lidar com uma testemunha Ucraniana que acaba de chegar à cidade, com o caso de um filho de uma testemunha que é assassinado, sua família irritante e dona dos piores momentos do episódio e uma festa de aniversário surpresa para ela mesma.
A série é uma mistura de The Closer (a trilha é bem parecida em alguns momentos) e Burn Notice (pelo tom engraçadinho) e conta com uma narração voice-over completamente desnecessária. O piloto tem mais de uma hora, mas não é cansativo. A grande pergunta: Mary McCormack, coadjuvante desde sempre, consegue sustentar um programa? Ainda não sei, mas ela é responsável pela melhor cena de orgasmo falso em público desde When Harry Met Sally - e isso é muita coisa.
Enquanto o top of the crop do verão não chega, In Plain Sight pode ser um bom passatempo.
Mary Shannon é uma agente federal que trabalha no programa de proteção a testemunhas em Albuquerque, New Mexico. Mary (vivida pela xará, Mary McCormack) faz o tipo hottie badass. Não encontra problemas ao interrogar suspeitos nem ao entrar em um banheiro masculino num bar de motoqueiros. Também não é difícil para ela dar uma rapidinha com o latino bonitão com quem vive um relacionamento baseado apenas em sexo. Nesse meio tempo Mary tem que lidar com uma testemunha Ucraniana que acaba de chegar à cidade, com o caso de um filho de uma testemunha que é assassinado, sua família irritante e dona dos piores momentos do episódio e uma festa de aniversário surpresa para ela mesma.
A série é uma mistura de The Closer (a trilha é bem parecida em alguns momentos) e Burn Notice (pelo tom engraçadinho) e conta com uma narração voice-over completamente desnecessária. O piloto tem mais de uma hora, mas não é cansativo. A grande pergunta: Mary McCormack, coadjuvante desde sempre, consegue sustentar um programa? Ainda não sei, mas ela é responsável pela melhor cena de orgasmo falso em público desde When Harry Met Sally - e isso é muita coisa.
Enquanto o top of the crop do verão não chega, In Plain Sight pode ser um bom passatempo.
6.04.2008
Are you having a laugh?
Com as comédias de terça da Warner, provavelmente não. Mesmo assim, minhas noites de terça-feira nas últimas semanas vêm sendo muito bem aproveitadas na companhia de The Big Bang Theory e Two and a Half Men, comédias que vão contra tudo que eu acredito e queimam o manual da boa televisão em praça pública.
A primeira, comédia estreante da CBS na temporada passada, é sobre a vida de dois nerds principais, dois nerds coadjuvantes e uma gostosa que mora no apartamento da frente. Os grandes problemas da série são: 1. os nerds não são nerds, são gays inteligentes e chatos; 2. a gostosa não é tão gostosa assim, é só bonitinha. Com isso, a série já vai por água abaixo. Mas ainda tem o problema do exagero. Tudo na série é over. A atuação dos dois principais é forçada, o cenário é de uma falsidade impressionante e as claques estão presentes a cada duas falas. Sério, é a série mais claqueada da história. A série é um erro, mas a Kaley Cuoco é um graça e nerds estão na moda. Vem mais uma temporada aí.
Depois vem Two and a Half Men, veterana e dona do título de comédia mais assistida da televisão americana. O que, sinceramente, não me impressiona. A série é divertida. O Charlie Sheen, o Jon Cryer, o menino gordinho, a empregada e a mãe que não se importa com os filhos formam um grupo de personagens interessantes (dentro daquele contexto, claro). E quando todos estão em cena ao mesmo tempo, a briga é boa pra saber quem é o melhor. Mas a fórmula engessada e desgastada não desce. É sempre o Charlie pegando mulheres como se não houvesse amanhã, o Alan com inveja, a empregada from the block colocando medo nos patrões e o menino comendo e as consequências disso. De forma clara: é uma comédia machista e escatológica. Praticamente um reflexo da sociedade americana. Entendeu por que 15 milhões de pessoas assistem toda semana?
A primeira, comédia estreante da CBS na temporada passada, é sobre a vida de dois nerds principais, dois nerds coadjuvantes e uma gostosa que mora no apartamento da frente. Os grandes problemas da série são: 1. os nerds não são nerds, são gays inteligentes e chatos; 2. a gostosa não é tão gostosa assim, é só bonitinha. Com isso, a série já vai por água abaixo. Mas ainda tem o problema do exagero. Tudo na série é over. A atuação dos dois principais é forçada, o cenário é de uma falsidade impressionante e as claques estão presentes a cada duas falas. Sério, é a série mais claqueada da história. A série é um erro, mas a Kaley Cuoco é um graça e nerds estão na moda. Vem mais uma temporada aí.
Depois vem Two and a Half Men, veterana e dona do título de comédia mais assistida da televisão americana. O que, sinceramente, não me impressiona. A série é divertida. O Charlie Sheen, o Jon Cryer, o menino gordinho, a empregada e a mãe que não se importa com os filhos formam um grupo de personagens interessantes (dentro daquele contexto, claro). E quando todos estão em cena ao mesmo tempo, a briga é boa pra saber quem é o melhor. Mas a fórmula engessada e desgastada não desce. É sempre o Charlie pegando mulheres como se não houvesse amanhã, o Alan com inveja, a empregada from the block colocando medo nos patrões e o menino comendo e as consequências disso. De forma clara: é uma comédia machista e escatológica. Praticamente um reflexo da sociedade americana. Entendeu por que 15 milhões de pessoas assistem toda semana?
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