9.22.2008
The girlie show with Tina Fey
Festa chata. Escolhas duvidosas nas categorias de coadjuvante, cerimônia sonolenta, mal dirigida e mal apresentada. De resto, nada que piorasse minha noite. Não gosto de Damages, mas a Glenn Close merece quantos prêmios quiserem dar. E é só fingir que foi uma retratação por 2005, quando ela perdeu por The Shield, que fica tudo certo. Gosto de Breaking Bad, mas não vejo nada de espetacular no Bryan Cranston. Provavelmente foi divisão de votos. Nas principais, nada a reclamar. Venceram as melhores séries. E parabéns Tina Fey. A indústria te ama. Nós também.
***
Mas o que importa é que eu ganhei o bolão do Série Maníacos! Com apostas diferentes das postadas aqui, mas ganhei. Me rocks.
9.21.2008
Previsões para o Emmy
Aproveitando que eu não estou muito empolgado com a premiação nesse ano (não sei se é ressaca, preguiça, se eu perdi as esperanças com a Academia ou todas as anteriores), resolvi não fazer comentários e colocar o no guts, no glory no mode on. Seja o que deus quiser.
Série: Mad Men
Ator:James Spader (Boston Legal) Bryan Cranston (Breaking Bad)
Atriz:Kyra Sedgwick (The Closer) Glenn Close (Damages)
Ator Coadjuvante:Michael Emerson (Lost) Zeljko Ivanek (Damages)
Atriz Coadjuvante:Candice Bergen (Boston Legal) Dianne Wiest (In Treatment)
Direção:Vince Gilligan (Breaking Bad) Greg Yaitanes (House)
Roteiro: Matthew Weiner (Mad Men)
Série: 30 Rock
Ator: Alec Baldwin (30 Rock)
Atriz:Julia Louis-Dreyfus (Old Christine) Tina Fey (30 Rock)
Ator Coadjuvante: Jeremy Piven (Entourage)
Atriz Coadjuvante:Amy Poehler (SNL) Jean Smart (Samantha Who?)
Direção: Barry Sonnenfeld (Pushing Daisies)
Roteiro:Bryan Fuller (Pushing Daisies) Tina Fey (30 Rock)
Série: Mad Men
Ator:
Atriz:
Ator Coadjuvante:
Atriz Coadjuvante:
Direção:
Roteiro: Matthew Weiner (Mad Men)
Série: 30 Rock
Ator: Alec Baldwin (30 Rock)
Atriz:
Ator Coadjuvante: Jeremy Piven (Entourage)
Atriz Coadjuvante:
Direção: Barry Sonnenfeld (Pushing Daisies)
Roteiro:
9.20.2008
That's it, I quit, I'm moving on
Parei com 90210. Não consigo mais, a série é muito ruim. Foi de possível passatempo divertido com trilha sonora agradável para tramas ridículas e elenco absurdamente inexpressivo.
E ajudaria bastante se alguém desse um Rivotril para a protagonista. E um prato de comida também nunca fez mal a ninguém.
***
Outros comentários randômicos para não desperdiçar o post:
- The Closer só volta em 2009 e o último episódio do ano, infelizmente, foi o pior da história da série. As situações cômicas foram vergonhosas (não parece em nada aquela The Closer de Dial M For Provenza), o caso foi desinteressante (assim como os dois episódios anteriores, aliás) e aquela tonelada de slow-motion no final parecia coisa filme amador. Sorte que a série está com crédito nessa temporada.
- Até gostei do segundo episódio de Fringe, mas não sei se vou ter paciência para uma temporada inteira. Os casos foram interessantes até agora, a fotografia é bonita e eu acho bacana os caracteres inseridos no meio das locações. Mas não dou a mínima para nenhum personagem e aquela sub-Cate Blanchett não tem cacife para ser protagonista nem de novela da Record.
- Que maravilha a Casey de Sharon Stone no terceiro episódio de Greek hein? Taí uma série que merecia mais atenção do que recebe.
9.18.2008
Take it or leave it

Pelo andar da carruagem, eu estava pronto para desistir de Weeds após o final dessa temporada. Mas a série é um dos meus xodós e Jenji Kohan e a Mary-Louise Parker exercem um poder impressionante sobre mim.
Apesar de alguns episódios excelentes, sem dúvida esse foi o pior dos quatro anos da série até aqui. A mudança do subúrbio para o litoral não funcionou, as tramas foram chatas e o elenco, sem ter com o que trabalhar, deixou a desejar.
Mas jogo é jogo, treino é treino, jogo-treino é jogo-treino e season finale é season finale. Algumas peças se encaixaram e fizeram com que os plots que pareciam sem sentido servir para alguma coisa (os policias homossexuais, Doug e a mexicana, etc); Mary-Louise Parker conseguiu entregar mais uma atuação de cair o queixo e Justin Kirk fazendo o estilo sério/apaixonado foi um pouco assustador, mas não menos impressionante; Craig Zisk deu mais uma aula de direção, dessa vez adotando um estilo ainda não visto no seu longo histórico junto a série - gostei bastante dos closes e de toda a cena na banheira -, não é à toa que ele é o responsável pela direção tanto da premiere quanto do finale nas últimas três temporadas do programa.
E Jenji Kohan, a mente por trás de tudo isso, mostrou que ainda tem neurônios para queimar. Fazer com que a família Botwin fugisse novamente seria dar um tiro no pé. Se não funcionou uma vez, não iria funcionar de novo. Então, a mulher por trás da cortina tira da cartola o truque mais antigo dos folhetins: a revelação de uma gravidez nos segundos finais do episódio, que aqui funciona como garantia de vida para Nancy Botwin e seus agregados.
Não foi um episódio perfeito e eu entendo que depois de 13 episódios de muita irregularidade a paciência e a vontade de acompanhar mais 2 anos de série tenham se esgotado. Mas eu continuo, firme e forte. Sem grandes expectativas, mas continuo.
9.12.2008
Perhaps vampires is a bit strong but...
Vampiros estão na moda. Muito por causa de Twilight, o filme-fenômeno do final de ano, mas um pouco também por causa de True Blood, série nova do Alan Ball, criador da melhor série que eu nunca vi, Six Feet Under (não tenho culpa se a Warner passava dublado e com SAP em espanhol) e vencedor do Oscar por Beleza Americana (mas quem se importa?).
Tanto a série quanto o filme insistem no viés Romeu & Julieta: humana se apaixona por vampiro e dá-lhe dramalhão Shakesperiano. Mas acredito que as semelhanças acabam aí, afinal um busca o sucesso cinematográfico entre adolescentes e outro é produto do canal mais adulto da televisão.
Além do tema vampiresco a série ainda conta com uma protagonista que lê mentes (e o primeiro episódio não faz muita questão de explicar o porquê disso), sexo e nudez gratuitas ao estilo HBO e deve abusar de uma crítica a segregação e instituições políticas e religiosas.
A estréia ficou bem abaixo do esperado pelo canal. Alguém imagina o motivo?
9.06.2008
"Star whores"
Alguns trailers interessantes apareceram na internet essa semana.
O mais pesado de Zack and Miri Make a Porno é, de longe, o melhor. O mestre Kevin Smith tenta voltar à boa forma fazendo o que as crianças parecem gostar hoje em dia: comédia politicamente incorreta com o Seth Rogen e sexo como assunto principal. Para gerar mais buzz, o cartaz mais recente já foi proibido nos Estados Unidos. É assim que começa uma trajetória de sucesso Mr. Smith.
***
O aguardado Milk do mala Gus Van Sant também ganhou trailer. Eu não coloco a mão no fogo por nada que ele faz, mas esse aqui parece menos monótono. Sean Penn já é favorito a indicação ao Oscar, mas para mim ele parece estar fazendo uma versão gay de I Am Sam.
***
Por último, um projeto que tem tudo para dar errado: junção ridícula de palavras no título, produção do Jerry Bruckheimer e música da Rihanna no trailer. Confessions of a Shopaholic é o nome da possível atrocidade. A favor do filme, sobre uma consumista que aceita um trabalho de jornalista na área de economia para sustentar o vício, Isla Fisher. Praticamente uma versão melhorada da Amy Adams. O preview debutou para os 5 milhões de espectadores de 90210 terça passada.
O mais pesado de Zack and Miri Make a Porno é, de longe, o melhor. O mestre Kevin Smith tenta voltar à boa forma fazendo o que as crianças parecem gostar hoje em dia: comédia politicamente incorreta com o Seth Rogen e sexo como assunto principal. Para gerar mais buzz, o cartaz mais recente já foi proibido nos Estados Unidos. É assim que começa uma trajetória de sucesso Mr. Smith.
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O aguardado Milk do mala Gus Van Sant também ganhou trailer. Eu não coloco a mão no fogo por nada que ele faz, mas esse aqui parece menos monótono. Sean Penn já é favorito a indicação ao Oscar, mas para mim ele parece estar fazendo uma versão gay de I Am Sam.
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Por último, um projeto que tem tudo para dar errado: junção ridícula de palavras no título, produção do Jerry Bruckheimer e música da Rihanna no trailer. Confessions of a Shopaholic é o nome da possível atrocidade. A favor do filme, sobre uma consumista que aceita um trabalho de jornalista na área de economia para sustentar o vício, Isla Fisher. Praticamente uma versão melhorada da Amy Adams. O preview debutou para os 5 milhões de espectadores de 90210 terça passada.
9.03.2008
The teen things
Vamos ser sinceros: ninguém precisava deste remake (ou spin-off, ou continuação). Não faz o menor sentido trazer de volta uma série que terminou não faz nem dez anos. O que mostra o quanto a CW estava desesperada e, inspirada no sucesso de Gossip Girl (sucesso esse que nunca foi confirmado com números), resolveu investir em mais uma série teen, tentando desafundar o barco.
E, a princípio, conseguiram. 90210 foi a série nova mais comentada durante a pré-temporada. Se isso vai refletir na audiência, que é o que importa de verdade, a gente vai saber em breve.
Baseado nos dois primeiros episódios eu recomendaria que o pessoal da CW abaixasse as expectativas. A série não traz absolutamente nada de novo. Adolescentes ricos e problemáticos vivendo suas vidas complicadas ao som de indie-pop é a temática de pelo menos quatro séries atuais. E todas essas quatro séries fazem isso de um jeito melhor do que foi mostrado aqui. Talvez a grande diferença seja a chatice da protagonista, mas não sei se isso é uma coisa boa.
O grande trunfo da série é poder tirar da cartola Kelly Taylors e Brenda Walshes uma vez ou outra, mas duvido que isso tenha algum apelo com o público do programa. Quem quer ver trintões em Beverly Hills quando a juventude bonita está em New York?
E, a princípio, conseguiram. 90210 foi a série nova mais comentada durante a pré-temporada. Se isso vai refletir na audiência, que é o que importa de verdade, a gente vai saber em breve.
Baseado nos dois primeiros episódios eu recomendaria que o pessoal da CW abaixasse as expectativas. A série não traz absolutamente nada de novo. Adolescentes ricos e problemáticos vivendo suas vidas complicadas ao som de indie-pop é a temática de pelo menos quatro séries atuais. E todas essas quatro séries fazem isso de um jeito melhor do que foi mostrado aqui. Talvez a grande diferença seja a chatice da protagonista, mas não sei se isso é uma coisa boa.
O grande trunfo da série é poder tirar da cartola Kelly Taylors e Brenda Walshes uma vez ou outra, mas duvido que isso tenha algum apelo com o público do programa. Quem quer ver trintões em Beverly Hills quando a juventude bonita está em New York?
9.02.2008
Sheer elegance in its simplicity
The Middleman foi um projeto que Javier Grillo-Marxuach (ex roteirista de Lost) apresentou à algumas emissoras de televisão sem muito sucesso. Alguns anos depois, junto com Les McClaine, o mesmo projeto se transformou em uma série de revista em quadrinhos. Em 2008, uma emissora pequena de tv a cabo, numa tentativa arriscada, deu a chance da série ser transformada de fato em uma série. A emissora: ABC Family. A tentativa arriscada: 10 milhões de dólares para a produção de 12 episódios de uma mistura de gêneros nunca antes visto na televisão. A série: The Middleman, a melhor estréia do período de vacas magras.
A história gira em torno de Wendy Watson, uma aspirante a pintora e "estagiária" em um laboratório. Quando uma das experiências dá errado e um monstro bizarro é produzido, Wendy é salva pelo Middleman, um herói retrô que parece ter saído direto de (surpresa!) uma revista em quadrinhos. Surpeendindo pela naturalidade com a qual Wendy trata a situação, o Middleman contrata a menina para ser sua sidekick e ajudá-lo a combater o mal. A partir daí a série é praticamente um procedural. Cada episódio é baseado no caso da semana, que varia entre impedir que ditadores inter-galáticos disfarçados de boyband dominem o mundo e vampiros marionetes façam com que a Terra viva sob eterna escuridão.
Completam o elenco fixo Lacey, a igualmente bonita e fotogênica aspirante a artista que divide o apartamente com Wendy, Noser, uma espécie de trovador do prédio (tirando o fato que ele nunca toca música alguma) e Ida, uma extra-terrestre em forma de gente que trabalha para o Middleman desde sempre.
A série terminou sua excelente primeira temporada nessa semana, com direito a universo paralelo inspirado nos dias de resistência de Battlestar Galactica e no futuro apocalíptico de Filhos da Esperança. A audiência durante esses dois meses foi fraquíssima e o risco de cancelamento é grande. Só resta a todos os 20 telespectadores torcer. Em todo caso, já preparei meu Code 47.
9.01.2008
Por babuínos mais inteligentes

Eu quase não assisto televisão na televisão. A única coisa que me apetece são os realities podres dos quais eu não falo pois tenho vergonha. E logo na final de um dos meus preferidos, o Sony fudeu com tudo. Não só uma, mas quatro vezes. Durante a exibição original e todas as reprises os dois últimos blocos do programa foram ao ar sem o áudio dos diálogos, só com a trilha sonora irritante de fundo.
No mesmo final de semana o canal cortou programas na metade, exibiu as mesmas partes repetidamente e trocou um especial de Saturday Night Live por uma reprise. E já que é pra reclamar, aqui em casa a Warner só fala espanhol há um bom tempo e as legendas são uma mistura de números e letras repetidas.
Eu me recuso a acreditar que pessoas são responsáveis pela programação desses canais. No máximo são babuínos. E dos burros.
***
A Gisele começou mais uma campanha contra os absurdos que a tv paga nos proporciona. Passe lá, assine a petição, mande e-mails. Do something.
The greatest movies of all time
A Empire fez uma pesquisa com seus leitores para saber quais são os melhores filmes do universo e o resultado sai na edição desse mês. Poderoso Chefão, Cidadão Kane, Laranja Mecânica e aqueles nomes de sempre. O bacana é que a revista vai lançar 100 capas diferentes, cada uma celebrando um filme. As minhas preferidas:
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