4.10.2009

I know what you did last summer


Harper's Island é um projeto antigo da CBS, originalmente programado para estrear na mid/season passada. Nesse um ano de atraso, o piloto foi reescrito e regravado, o elenco reescalado (só sobraram dois atores do original - a protagonista e o britânico) e ontem, a série finalmente estreou. E em um timeslot bastante cobiçado: quintas-feiras, 22h, após CSI.

O plot é o seguinte: Abby Mills retorna à sua cidade natal pela primeira vez desde que sua mãe foi vítima de uma série de assassinatos para o casamento do seu melhor amigo. Durante a semana em que a festa ocorre, novos assassinatos começam a acontecer e, a cada episódio, um dos convidados é a vítima (no primeiro episódio o espectador ganha um bônus: duas pessoas morrem. Uhu!).

Duas coisas tornam a série interessante: o revival (proposital ou não) dos filmes de suspense/terror dos ano 90, com protagonistas femininas, mortes escabrosas, a sutileza tanto nos momentos de alívio cômico quanto nos de suspense aterrorizante e o fato dela ser um estepe assumido. 13 episódios, mistério solucionado, beijotchau.

Os clichês estão todos lá: criança medonha, irmão weirdo, taxista com tapa-olho, Christopher Gorham em uma série que já nasce morta e loiras anoréxicas. O elenco, sem grandes nomes conhecidos, não atrapalha. Eu posso estar errado (time will tell), mas promete ser diversão barata garantida.

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Tem uma tabela muito informativa na página da série na Wikipedia.

4.04.2009

Duas séries que você deveria estar vendo


Breaking Bad: como falei há dois posts, depois de uma primeira temporada não-tão-boa e não-tão-favorecida-pela-greve, a série voltou com tudo. A cada episódio (e foram apenas cinco até agora) ela encarna um estilo novo. Já foi série policial, drama familiar, dramão pesado e até comédia de humor negro. E me arrisco a dizer que é a série tecnicamente mais apurada da televisão americana (sorry Mad Men, sorry True Blood). Fotografia, edição, som, trilha sonora. Tudo funciona em harmonia e com qualidade cinematográfica.


My Boys
: começou como um guilty pleasure; série de menina, mas feita para meninos que arrancava uns sorrisos secos vez ou outra. Hoje é uma das séries mais divertidas e segue a risca o manual das grandes comédias multi-camera: grupo de amigos, lugar no qual eles se reúnem, romance a la Ross & Rachel, mas com a vantagem de ser single-camera (sem as risadas de fundo). Como bem disse o Paulo, eu quero fazer parte dessa turma.

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As duas são exibidas aqui no Brasil pelo Sony, mas só deus sabe quando as novas temporadas estreiam. Internet está aí para isso minha gente.

1999

Voltando com a nossa programação normal (I hope so).

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Então, o Anderson fez um belo post (pleonasmo falar isso né?) sobre o ano responsável pela melhor safra do cinema mundial recente e que mudou a maneira de pensar e fazer cinema na década que estava chegando. Aproveitei a lista dele para reclassificar alguns desses filmes, dez anos depois:

Malkovich, Malkovich 1/2? Malkovich!

Filme que gostei na época e continuo gostando: Clube da Luta

Ainda é o melhor trabalho do David Fincher. E do Brad Pitt. E do Edward Norton. Se bobear é o melhor da Helena Bonham-Carter também.

Filme que gostei na época e hoje nem tanto: Beleza Americana

Talvez porque hoje em dia seja difícil pensar em um filme (ou uma série) que não critique os subúrbios americanos.
Filme que não gostei na época e continuo não gostando: Matrix

Para mim sempre foi 'olhaqueefeitosespeciaisducaralhobrow'. E só. Plus: Keanu Reeves. Não tem quem aguente.

Filme que gostei na época e não vejo há dez anos: O Sexto Sentido

Acho que foi trauma. Não dormi por uma semana.

Filme que mais influenciou a indústria: A Bruxa de Blair

De Cloverfield aos virais, passando por 24 Horas.

Filme que melhor influenciou a indústria: Quero Ser John Malkovich

Revelou Spike Jonze, Charlie Kaufman e, por que não, John Malkovich para as massas.